Hoje, assim como anos, vivemos num país extremamente “mal educado”, de costume é isto. Vivemos desse modo a tal ponto, que chego a concordar plenamente com o Ruy Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
Recentemente estava num quiosque na praia, com a namorada, com o intuito de comprar algumas coisas para gente comer na beira do mar, como fizemos à noite. Mas ao solicitar meus pedidos ao garçom, fui extremamente mal atendido, onde nem sequer o garçom ouvia o que eu estava falando e meus pedidos, tanto que tive que pedir a outra parte depois que ele voltou. E minha namorada disse algo que até hoje permanece em minha mente: “Tá vendo... Você já percebeu que em todo canto que a gente vai sempre te tratam assim? É porque você fala todo “bonzinho”.
Daí passei a pensar: Será mesmo que as coisas só funcionam na base do ódio? Será que para pedir um simples pedido em um restaurante, eu tenha que gritar, mostrar imposição, mostrar que “eu-mando-nessa-joça-aqui”, mesmo tendo meus quase dois metros de altura ou não? E por que ao falar de forma “bonzinha”, como minha namorada citou, sou desconsiderado totalmente de atenção?
Nós vivemos num mundo bem estranho...

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